PS/Açores defende intervenção completa na aerogare de São Jorge

PS Açores - Há 4 horas

O Grupo Parlamentar do PS/Açores relembra que alertou, em junho de 2025, para o atraso na execução das obras urgentes na aerogare do aeródromo da ilha de São Jorge, exigindo esclarecimentos ao Governo Regional sobre um processo que, apesar de anunciado em novembro de 2024, permanecia sem qualquer evolução concreta.

No requerimento então apresentado, os deputados socialistas sublinharam que a deterioração da cobertura, as infiltrações e o desconforto térmico exigiam uma intervenção célere, face ao agravamento dos danos e ao risco para utilizadores e equipamentos da infraestrutura.

Na resposta enviada ao Grupo Parlamentar, o Governo confirmou que o concurso lançado no final de 2024 ficou deserto, não tendo sido apresentada qualquer proposta, o que obrigou à revogação da decisão de contratar e à revisão do valor base da empreitada para 875 mil euros. Só posteriormente foi autorizada nova fase pré-contratual.

O PS/Açores recorda ainda que questionou expressamente o Executivo sobre o estado das instalações sanitárias da infraestrutura, cujo estado é amplamente conhecido. O Governo admitiu que essas intervenções não estão incluídas na empreitada agora lançada e que a sua execução dependerá de procedimento autónomo, estimando-se apenas após o verão de 2025.

Para a deputada Isabel Teixeira, “é positivo que o concurso tenha sido reaberto, mas não podemos ignorar os atrasos acumulados nem o facto de continuarem por resolver problemas básicos numa infraestrutura utilizada diariamente por residentes, trabalhadores e visitantes”.

“A reabertura do concurso é um passo que se impunha. Contudo, não basta congratular-se com anúncios sucessivos, quando houve atrasos evidentes e quando continuam por resolver problemas estruturais, como o estado das instalações sanitárias”, acrescentou.

O Grupo Parlamentar do PS/Açores vai continuar a acompanhar este processo com exigência e sentido de responsabilidade, defendendo que a requalificação da aerogare de São Jorge deve ser integral e não parcial, garantindo segurança, conforto e dignidade a quem utiliza aquele espaço.

 

Velas, 21 de fevereiro de 202